Quarta-feira, 18 de Novembro de 2009
Eu queria...

"Eu mato-a!", foi provavelmente a frase que mais lhe ouvi, quando se dirigia a mim.

Na verdade, "matava-me" umas sete vezes ao dia, sempre com um sorriso nos olhos e o dos lábios escondido pela farta barba. Mantinha o ar sério para que eu pensasse que o tom era intimidatório.

 

Com ele aprendi a pensar. A pôr em causa tudo, a desconfiar da informação fácil, a desacreditar a facilidade das fontes.

Com ele aprendi a impôr ideias, a trabalhar mais e mais e aprendi que o saber pode ser a nossa maior arma.

 

Brigávamos todos os dias enquanto trabalhámos juntos. Pelos horários que ele nunca cumpria e os anexos que me esquecia de juntar aos e-mails. Conversávamos todos os dias e eu aprendia sempre mais.

 

Sentámo-nos os dois a escolher o meu mestrado. Depois sentámo-nos para falar de Política Externa. Da última vez, sentámo-nos a discutir a minha tese. "Avise-me que quero lá estar na plateia!".

 

Eu queria que ele estivesse na mesa do júri. Para acabar com o meu trabalho e no final reconhecer que eu tinha seguido os seus conselhos.

 

Eu queria levar-lhe o jornal que peguei no arquivo há 3 semanas, porque ele mo tinha pedido. Pensei que teria tempo de lho entregar quando chegasse a Portugal.

 

Mas o que eu queria mesmo era poder ouvir aquela frase mais uma vez! E outra...porque essa frase me fez melhor. Despite of all...

 

 

 



escrito por Margarida às 11:36
link do post | escrevinhar | ler letrinhas (3) | adicionar aos favoritos
|

Terça-feira, 17 de Novembro de 2009
Do destino

Eu cá não acredito nessa História de que "Ah, o destino quis assim!".

Quem disse que o destino tem querer? Ele faz aquilo eu mesmo, com, obviamente, direito a algumas casmurrices a que o título de destino lhe dá direito. Se nao, vejamos:

 

Na vida da F. os tormentos começaram aos 10 anos. A miúda ainda nem sabia escrver decentemente e já estava com vontade ser anorética à custa da conversa idiota da nutri. Pois que não se deu por vencida. Com as tonterias e a boa disposição de sempre, a F. tornou-se numa das miúdas mais giras que eu conheço. Com cm a mais ou a menos, lá anda ela a passear-se vida afora. "Ah e tal que ela nãodeve ser muito inteligente!"As miúdas giras nunca são muito". MENTIRAAAAA! Por ironia do destino (amigo do peito) ela é mega inteligente, PIMBA!

E porque pode (quando se alia a inteligência à força de vontade tudo se pode), foi dar umas voltas pelo mundo para mostrar ao Sr. Destino quem é que manda ali! Pois então!

 

E o R.? O R. tinha tudo para ser uma criança mimada, sem grandes objectivos de vida a não ser os disparates de criança que eu adoro (o destino também gosta, porque acha sempre que os consegue controlar). FALSO. O R. é espertíssimo, trabalhador diligente, sensível a puxar para o intelectualóide!(Ahaha). Andou pela Europa e até foi para o outro lado do oceano porque a Europa lhe pareceu pequena.  E o R., que até pode parecer estouvado é afinal uma pessoa com os pés bem assentes na terra, "porque o destino assim quis!" Nanananana! Porque ELE quis e o destino não teve outro remédio se não dar-se por vencido.

 

O mesmo vale para a T. A T. é pequenina e discreta. Uma senhora, no matter what. Para muitos, a T. teve muita sorte na vida. Pouco precisava de fazer - dizem - para ser bem sucedida. Mas ela, que gosta de prega partidas ao destino, pensou: "isso é que era bom!!Naaaaa...eu não me fico". E foi vê-la escolher curso, trocar de curso, escolhar uma profissão , trocar de profissão, tirar mestrado numa coisa totalmente diferente...um conjunto e coisas que até a nós, amigos, deixou baralhados. Imaginem, portanto, como estará o destino!

"A menina nunca deve ter muitas dificuldades na vida", disseram-lhe uma vez. E eis que se solta o carneirinho que há nela e foi vê-la como gente grande, a mostrar quem mandava em quem. O destino meteu o rabo entre as pernas e lá foi ele, envergonhado que estava com aquela sua falta de influência e poderio.

 

Depois há o L., também. Um doce de menino, com uns olhos de malandro que parece que só faz na vida o que a vida quiser dele. MENTIRA. O L. é uma das pessoas mais dedicadas e responsáveis que eu conheço. Aliás, ambas as coisas em tão grandes medidas que chega a ser irritante. O próprio destino se irrita com ele, porque o raio do rapaz é tão teimoso que por mais voltas que se dê, ele é que dá sempre a volta ao destino. Uma chatice. Ou não. Porque o L. decide fazer o seu destino, pede conselhos aos amigos mas não deixa de seguir o coração. E é isso que tem graça. o "Príncipe do Luxemburgo" tomou as rédeas do seu reino e é vê-lo, todo contente, a vencer na vida que o destino fez questão de lhe encher de obstáculos.

 

E por fim a M.T. Em quem eu penso sempre que preciso de ter força. Que me vem à lembrança sempre que alguma pedrita decide alojar-se no meu sapato. Porque a M.T. viu o idiota do destino fazer-lhe um muro na sua frente. Viu-o colocar, pedra por pedra, as dificuldades do caminho. Só que ele meteu-se com a pessoa errada que ela também não é pessoa de se ficar. Ela arregaçou as mangas, deu uns pulinhos e pôs-se ao trabalho para trocar as voltas do nosso amigo. E se alguém pensava que lá porque ela não fala muit (mentira, fala sim;P) ela não era capaz de dominar o mundo!, eu cá sei que ela domina o mundo, o destino e até a conjuntura dos astros. E por isso é que eu me lembro sempre dela. Para me lembrar de que é possível, sempre, derrubar as armadilhas destinadas.

 

O destino que se cuide, porque os seus dias estão contados. Como os meus amigos!Eles estão contadinhos mas são os melhores do mundo..ou não fossem meus! (ouviste, destino??) :)

 

 

 



escrito por Margarida às 15:20
link do post | escrevinhar | ler letrinhas (1) | adicionar aos favoritos
|

Sábado, 14 de Novembro de 2009
Em português!

Hoje é dia de jantar português. Hoje vai haver bacalhau à brás, azeitonas e salada nos 30.ºC de SP.

Vai haver David Fonseca, Mariza, Pedro Abrunhosa e Vítor Espadinha à mesa.

 

E sotaques.

 

Para mais tarde recordar (com a saudade que já se adensa ao vislumbrar o instante da partida)

 

*



escrito por Margarida às 16:40
link do post | escrevinhar | ler letrinhas (3) | adicionar aos favoritos
|

Segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
De tudo o que é...

Foi assim. Devagarinho, devagarinho. Chegaste sem pedir, foste-te instalando sem que desse conta.

No início "era o verbo", in fact. As palavras, os sorrisos, os trocadilhos e os discursos incoerentes de quem não sabe o que aí vem. Depois tudo passou a um nível mais concreto. Sem castelos de ar. A areia foi passando, devagarinho, a pedregulhos que queriam construir uma fortaleza capaz de resistir às intempéries.

Depois vieram as intempéries. Umas mais fortes, outras mais suaves. E nós fomos aprendendo a passar cada uma delas. Ora flutuando, ora remando contra a maré.

 

Agora eu estou aqui e tu aí. Sentindo os ventos das marés, o sal das águas revoltas do Atlântico.

Agora os meses vão passando, arrastando-se. E nós aprendemos cada vez mais a ser, ao invés de estar,somente.

 

E isso é bom. Como a saudade. A boa :)

 

*

 



escrito por Margarida às 12:18
link do post | escrevinhar | ler letrinhas (4) | adicionar aos favoritos
|

What about me?
pesquisar neste blog
 
Novembro 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13

15
16
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30


Agora...

Eu queria...

Do destino

Em português!

De tudo o que é...

Brasil

Coisas

Na Rondônia

Thank God...

Mi sonrisa es más fuerte ...

Yes, he can! He always ca...

Runas antigas

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

links
tags

todas as tags

Counter
Hit Counters
online coupons