Foi assim. Devagarinho, devagarinho. Chegaste sem pedir, foste-te instalando sem que desse conta.
No início "era o verbo", in fact. As palavras, os sorrisos, os trocadilhos e os discursos incoerentes de quem não sabe o que aí vem. Depois tudo passou a um nível mais concreto. Sem castelos de ar. A areia foi passando, devagarinho, a pedregulhos que queriam construir uma fortaleza capaz de resistir às intempéries.
Depois vieram as intempéries. Umas mais fortes, outras mais suaves. E nós fomos aprendendo a passar cada uma delas. Ora flutuando, ora remando contra a maré.
Agora eu estou aqui e tu aí. Sentindo os ventos das marés, o sal das águas revoltas do Atlântico.
Agora os meses vão passando, arrastando-se. E nós aprendemos cada vez mais a ser, ao invés de estar,somente.
E isso é bom. Como a saudade. A boa :)
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